Preciso de chegar aí, onde deambulas entre muros brancos, incendiar as mãos em qualquer chama dos teus sentidos, morder o teu sonho, repousar sobre o teu peito de agora para ouvir o futuro.
Preciso de chegar aí, onde amadureces entre os meus lábios, onde não chegamos a adormecer e sentimos as mãos tardarem em chegar.
Preciso de chegar aí, para tingir-te a lembrança deste tempo onde bebemos o que há de abstrato no dia, onde sorvemos, um do outro, o calor, o calor e o calor.
Preciso de chegar.

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