Há
muito que te deixei no passado com o teu rasto tingido na linha do
horizonte. A sombra como uma nuvem, a tua calça azul clara e a
respiração do vento ao longe. Há muito que te parei na pausa do
presente, suspenso do minuto impossível , pronto a terminares o gesto
infinito, o antiácido que nunca iniciaste. Assim te libertei dos laços,
nos lábios o pólen, e te pude cruxificar de espinhos de papoilas e
margaridas e dos teus risos atingir fontes subterrâneas, cascatas
interiores que se estilhaçaram no mais fugaz dos sorrisos. Há muito que
deixei de perseguir esse momento onde apenas a curva do olhar era
diferente.
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