Quando
Quando,
na ausência do dia, as janelas se fecharem
E o
tempo morrer como quem esconde o siêncio da noite
Quando
as flores se cruzarem nas pedras duras do caminho
E o
suor não for mais do que um rio nas nascentes dos corpos
Quando
a cidade se afogar no mar como um sol rosa pálido
E os
anjos desistirem do céu e se encostarem nos lençois revoltos
Então
será a nossa vez de criar o mundo à medida do nosso olhar.
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