Não
sou hoje como era ontem, nem sou como serei amanhã. nem mesmo como sou
neste momento preciso em que escrevo. Agora. Pela sua natureza tão
fugaz, não sou "agora", mas também não sou "nunca" pela sua inexistência
e não sou "sempre" pela longevidade de ser que tal implicaria. Infiro,
portanto, que não sou aquilo que sou e por isso não te direi as
palavras que elegi como minhas, pela intemporalidade de serem tão
fugazes e tão eternas.

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